Assistir o Diário do Maldito é sempre uma confusão de emoções para mim. Perceber a miséria de nós todos, do poeta que tem que sobreviver maldito. Eu sou maldita, você é maldito. Quem não pensa, não sofre. É esse o destino de todos nós. Como me disse uma amiga não adianta o poeta viver sem a poesia. Quando mais novos, acreditamos. Quando o tempo passa, somente sobrevivemos. Já somos culpados demais por nós mesmos e deixar apertar essa angústia na gente nos torna ainda mais miseráveis. O poeta sem sua utopia morre. Eu morro todos os dias, acreditando acordar sem a maldição dos que se preocupam com tudo, menos com o amor. Não, não esse amor. O amor que nos move a acreditar. Começar. Re-começar. O mundo não entenderia o que sinto. E provavelmente, eu também não conseguiria expor o que sinto pro mundo. Como fala o personagem Cigano: "ou você vai querer ser mais um desses que se fodem por não continuar no caminho? Você num andou nem metade dele. Anda, deixa de ser frouxo! Ou você acha que tem por onde ir? Você não tem pra onde voltar, Poeta. Tu não conhece outra vida. Toma, esse é seu destino. Tá ouvindo? São as suas crias. Elas vão vir toda vez que você pensar em desistir..."
Ou como disse o Poeta: " É o destino, é o dinheiro, é o sucesso, é a porra da realidade, é a censura, é o aluguel, é a falta de espaço, de ar, de palavras, de energia, de amor... "
Assim eu sinto, jujuba maldita.